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SMD defende redução de vagas no ensino superior e passagem do curso para os 6 anos

João Neto e Teresa Eliseu, da direção do SMD

qui. 16 julho 2026

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O Sindicato dos Médicos Dentistas (SMD) reuniu recentemente com a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), um encontro “pautado pela defesa intransigente do futuro da profissão”.

O Sindicato dos Médicos Dentistas (SMD) reuniu recentemente com a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), numa audiência capital com a Secretária de Estado do Ensino Superior e com a Direção-Geral do Ensino Superior (DGES). O encontro, pautado pela defesa intransigente do futuro da profissão, contou com a presença do presidente, João Sàágua, ladeado pelos vogais da direção.

“O fulcro da nossa intervenção residiu na dissecação analítica do atual estado da classe — uma realidade cujo severo diagnóstico era, até então, desconhecido pelas tutelas políticas. Demonstrámos, com inequívoca clareza, que a asfixia conjuntural que hoje se faz sentir resulta, direta e inexoravelmente, de uma prolongada ausência de planeamento e de visão estratégica no ecossistema formativo da medicina dentária no nosso país. Anualmente, assiste-se a uma incompreensível e hiperbólica dotação de vagas académicas, num cenário de manifesta saturação demográfica de profissionais ativos. Esta assimetria traduz-se numa inaceitável heresia financeira e social: o erário público despende mais de 80 mil euros por estudante para, subsequentemente, fomentar uma forçosa exportação de talento altamente qualificado. Formamos, com o sacrifício do erário nacional, para enriquecer sistemas de saúde congéneres além-fronteiras. Adicionalmente, manifestámos a nossa profunda preocupação com o declínio da autonomia clínica com que os recém-licenciados ingressam no mercado de trabalho”, assume o SMD em comunicado.

O SMD acrescenta que “urge implementar uma reestruturação programática que institua a obrigatoriedade de seis anos de formação académica, indissociável de uma exigência acrescida no rácio de pacientes por estudante, garantindo assim a excelência prática que sempre nos caracterizou. Não podemos condescender com a mercantilização do ensino à custa da dignidade profissional. Entregámos em mãos um dossier consubstanciado com as nossas mais prementes reivindicações, tendo colhido a firme garantia governamental de que, já no próximo ciclo letivo, os cursos de Medicina Dentária serão alvo de uma intervenção corretiva e atenta. A nossa voz permanece firme, munida de argumentos irrefutáveis e guiada pelo compromisso solene de restituir o prestígio, a sustentabilidade e a dignidade à medicina dentária em Portugal”.

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