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OMD: 56% dos médicos dentistas com inscrição suspensa emigrou

Os dados revelam a dimensão da emigração no setor (imagem: DR)

qui. 15 janeiro 2026

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Os dados revelam a dimensão da emigração no setor, de acordo com o estudo “Números da Ordem 2025”. O estudo evidencia ainda mudanças no perfil da profissão, com um aumento gradual da idade média e uma maioria feminina entre os profissionais ativos.

Mais de 56% dos médicos dentistas com inscrição suspensa na Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) indicaram como motivo a intenção de exercer a profissão no estrangeiro, revelando a dimensão da emigração no setor, de acordo com o estudo “Números da Ordem 2025”.

Os dados divulgados pela OMD mostram que, no final de 2024, existiam 2 408 médicos dentistas com a inscrição suspensa, um aumento de 4,2% face ao ano anterior. Embora o crescimento seja mais moderado do que em anos anteriores, o número absoluto continua elevado e atinge um novo máximo histórico. Destes profissionais, 1 476 mantêm a inscrição suspensa há mais de cinco anos, situação que a Ordem considera indicativa de uma saída definitiva do exercício da medicina dentária em Portugal.

Entre os médicos dentistas que suspenderam a inscrição, a maioria refere a emigração como principal motivo. França surge como o destino mais frequente, concentrando 27% das respostas, seguida do Reino Unido, com 16,6%, e de Itália, com 13,9%. Estes dados confirmam uma tendência já observada nos últimos anos, associada à procura de melhores condições de trabalho e de progressão profissional fora do país.

Em paralelo, o número de médicos dentistas com inscrição ativa continua a crescer. Em 2024, a OMD registou 13 498 profissionais ativos, mais 3,9% do que no ano anterior, reforçando a elevada densidade de médicos dentistas em Portugal. O rácio nacional fixou-se em um profissional por cada 766 habitantes, um valor significativamente acima da referência da Organização Mundial da Saúde, que aponta para cerca de um médico dentista por 2 000 habitantes.

estudo evidencia ainda mudanças no perfil da profissão, com um aumento gradual da idade média e uma maioria feminina entre os profissionais ativos. Apesar do crescimento global, a Ordem alerta para desequilíbrios regionais na distribuição dos médicos dentistas e para o impacto estrutural da emigração, que continua a retirar do país um número significativo de profissionais formados em Portugal.

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