João Caramês em entrevista

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João Caramês em entrevista

João Caramês, diretor da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, Portugal (Imagem: FMDUL)
Dental Tribune Portugal

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qua. 29 novembro 2023

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Para além do seu legado e do papel à frente da FMDUL, o diretor da instituição mostra que o objetivo passa por “ampliar de forma significativa a exposição dos alunos do pré e pós-graduado a protocolos pela via digital, cumprindo uma curva de aprendizagem cada vez mais necessária no exercício presente e futuro da profissão”.

“A Cidade Digital é um marco diferenciador”

No contexto do plano de ação para a educação digital promovido pela Comissão Europeia, a Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL) obteve a adjudicação do projeto Cidade Digital. O médico dentista João Caramês, diretor da instituição, declarou à DentalPro que o objetivo é “ampliar de forma significativa a exposição dos alunos do pré e pós-graduado a protocolos, instrumental e software para o diagnóstico, planeamento e execução da reabilitação oral pela via digital, cumprindo uma curva de aprendizagem cada vez mais necessária no exercício presente e futuro da profissão”. E é aqui que entra a parceria com a empresa Upcera, cujo protocolo foi assinado em abril.

Em que consiste o protocolo estabelecido entre a FMDUL e a Upcera?

No âmbito do projeto Cidade Digital, a empresa Upcera será um dos vários parceiros que irá colaborar com a Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL) nos próximos anos. Destacaria, acima de tudo, o hub da Cidade Digital como o fator verdadeiramente inovador e diferenciador no panorama do ensino da medicina dentária a nível nacional e internacional. A criação deste projeto em saúde oral parece-me singular e um marco diferenciador para a Universidade de Lisboa, gerando mais valias que perspetivamos irem muito além do ensino implementado. Neste projeto, pretende-se ampliar de forma significativa a exposição dos alunos do pré e pós-graduado a protocolos, instrumental e software para o diagnóstico, planeamento e execução da reabilitação oral pela via digital cumprindo uma curva de aprendizagem cada vez mais necessária no exercício presente e futuro da profissão. Tal irá acontecer em formação contínua pós-graduada, mas também pré-graduada, considerando não apenas medicina dentária, mas também os cursos em higiene oral e prótese dentária. 

Que balanço faz do seu mandato até agora?

Aceitei este desafio num período de particular incerteza face à pandemia que vivemos. Relembro que foi um momento raro e atípico do exercício e do ensino da nossa profissão. Aceitei o mandato com a expectativa de ser sempre possível superar pela positiva momentos de crise. Graças ao trabalho de uma equipa diretiva, soubemos encarar as dificuldades como desafios, doseámos ambição com sustentabilidade e congregámos, como sempre, o esforço e o mérito de toda comunidade académica que compõe a Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa. Com esta visão e estratégia conseguimos alcançar nos últimos meses objetivos importantes.

Neste período, para além do projeto pioneiro da Cidade Digital que nos permite consolidar a estratégia de transição curricular para a vertente digital, modernizar instalações e equipamentos e dar continuidade a uma formação transversal e articulada entre as várias áreas da medicina dentária, prótese dentária e higiene oral, também apostámos na sustentabilidade. Por meio de candidatura a programa europeu para sustentabilidade, a aprovação já conhecida desta candidatura torna possível rever com prioridade a eficiência energética do edifício da FMDUL.

A entrevista completa faz parte da Revista DentalPro 173.

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