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Emigração explica 56% das suspensões na medicina dentária portuguesa

O estudo “Números da Ordem 2025” da OMD (Imagem:OMD)

qui. 9 abril 2026

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Mais de metade dos médicos dentistas com inscrição suspensa na OMD está a exercer no estrangeiro, segundo o estudo “Números da Ordem 2025”, que confirma a elevada densidade profissional em Portugal e a persistência de fluxos migratórios no setor.

Mais de 56% dos médicos-dentistas com inscrição suspensa na Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) indicaram como motivo a intenção de exercer a profissão no estrangeiro, revelando a dimensão da emigração no setor, de acordo com o estudo “Números da Ordem 2025”.

Os dados divulgados pela OMD mostram que, no final de 2024, existiam 2.408 médicos-dentistas com a inscrição suspensa, um aumento de 4,2% face ao ano anterior. Embora o crescimento seja mais moderado do que em anos anteriores, o número absoluto continua elevado e atinge um novo máximo histórico. Destes profissionais, 1.476 mantêm a inscrição suspensa há mais de cinco anos, situação que a Ordem considera indicativa de uma saída definitiva do exercício da medicina dentária em Portugal.

No total, os médicos-dentistas com inscrição suspensa representam cerca de 15% dos membros da Ordem, proporção que se mantém estável, mas que traduz um contingente significativo de profissionais fora do exercício em território nacional.

Entre os médicos-dentistas que suspenderam a inscrição, a maioria refere a emigração como principal motivo. França surge como o destino mais frequente, concentrando 27% das respostas, seguida do Reino Unido, com 16,6%, e de Itália, com 13,9%. Estes dados confirmam uma tendência já observada nos últimos anos, associada à procura de melhores condições de trabalho e de progressão profissional fora do país.

Mais de metade dos suspensos por emigração encontra-se a exercer em países europeus, sobretudo na Europa Ocidental, e a percentagem de suspensões por trabalho no estrangeiro tem aumentado de forma contínua na última década.

Leia mais na revista DentalPro 188.

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