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Miguel Pavão: a “saúde oral não é um detalhe”

Miguel Pavão, bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (Imagem: OMD)

qui. 12 março 2026

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O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Miguel Pavão, considera que a eleição do novo Presidente da República reforça a estabilidade institucional, mas alerta que o país continua à espera de reformas estruturais na saúde oral e no sistema de saúde.

“A eleição presidencial e um cenário político mais estável são sinais positivos. É essencial que o Presidente eleito coloque a saúde no topo das prioridades.” A posição é defendida por Miguel Pavão, bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, sublinhando que “o país precisa de um pacto para a saúde”.

Num artigo de opinião, publicado no jornal Expresso, Pavão reconhece a importância da normalidade institucional, mas lembra que os problemas estruturais permanecem por resolver. “Chegou o Presidente, falta chegar a reforma”, afirma, defendendo que o sistema de saúde necessita de decisões políticas capazes de transformar compromissos em medidas concretas.

O bastonário alerta que a saúde oral continua a ocupar um lugar secundário nas políticas públicas, apesar do impacto direto que tem na qualidade de vida e na saúde geral da população. Segundo o bastonário, é necessário reforçar o investimento e garantir que o acesso a cuidados dentários seja mais abrangente e integrado no Serviço Nacional de Saúde. “O próximo “comboio” que cruzar o país trará mudança. É imprescindível que a decisão de integrar plenamente a saúde oral no SNS seja finalmente tomada”, defende.

Para o responsável da Ordem, a “saúde oral não é um detalhe, é parte essencial do direito à saúde e do futuro de um país que precisa, finalmente, de voltar a sorrir”.

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